quarta-feira, 27 de maio de 2009

O PERFIL DA POPULAÇÃO MANAUARA CONSUMIDORA DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS.


Visando atender ao conteúdo programático de curso de pós-graduação, eu e mais três colegas, Luiz Fernando, Rosana Bitar e Simone Alves, desenvolvemos um trabalho para a disciplina Metodologia Cientifica, ministrada pela docente Myrian Faber, um painel com o tema Águas Subterrâneas. Como é um tema bastante amplo, resolvemos direcionar para Manaus e definimos o título “O Perfil da População Manauara Consumidora das Águas Subterrâneas”.


Considerando o pouco tempo para o seu desenvolvimento, resolvemos fazer uma pesquisa superficial, utilizando conteúdo disponível na internet. Segue abaixo alguns tópicos do conteúdo.


O abastecimento de água na cidade de Manaus é realizado por concessionária. A produção ocorre de duas formas: manancial superficial, através do rio Negro e Amazonas, e manancial subterrâneo, através dos poços profundos. Em função do grande crescimento horizontal que a cidade passou nos últimos quarenta anos, com forte crescimento populacional, o abastecimento de água se tornou problema urbano.


Esse crescimento ocorreu de forma desordenada, sem planejamento por parte dos governos públicos, afetando de forma significativa a infra-estrutura urbana, que se mostrou insuficiente para atender as novas demandas surgidas. Muito em função da busca de melhorias econômicas proporcionadas pela cidade, a população se instalou nas regiões onde não havia infra-estrutura básica, se distanciando cada vez mais dos pontos de captação e tratamento, dificultando a disponibilidade de água tratada.


Diante de tal situação, a forma como a água chega até aos moradores da cidade acontece de forma heterogênea, privilegiando uns e prejudicando outros. O perfil da população manauara e seu consumo de água, seja ela por meio de manancial superficial ou subterrânea, resultaram em diferenças sociais, presentes em vários bairros integrantes das zonas administrativas da cidade.


A rede de distribuição de água na cidade de Manaus acontece através de dois sistemas produtores principais: o complexo da Ponta do Ismael, no bairro da Compensa, e o Complexo do Mauazinho, no bairro Mauazinho. Esses dois complexos fazem a captação, o tratamento e a distribuição da água para a cidade. Como complemento, sistemas isolados através de poços profundos é a alternativa encontrada para o abastecimento de água para a periferia da cidade, principalmente nas zonas Norte e Leste, que não é atendida pelo sistema principal.


Manaus possui uma população de 1.646.602 habitantes (IBGE-2007), sendo que grande parte da população, cerca de 48%, encontra-se na zona Leste e Norte da cidade. Desta forma, cerca de 787.599 habitantes dependem de abastecimento de água por meio de poços profundos. A zona Leste é caracterizada por invasões, conceituada como a mais pobre da cidade e com grandes problemas de infra-estrutura, resultando em um quadro complicado de abastecimento de água, de sistema viário e de grande incidência de doenças, que é um dos problemas gerados pela insuficiência de urbanização atrelada ao rápido processo de crescimento urbano. A zona Norte, compreendida pelos aglomerados implantados através de invasões e loteamentos clandestinos, também sofrem da falta de infra-estrutura básica.


Todas as zonas de Manaus são abastecidas predominantemente por águas superficiais, com exceção a zona Leste e Norte, que ocorre por meio de águas subterrâneas. Atrelado a falta de infra-estrutura, a maioria da população da zona Leste e Norte de Manaus possuem um Índice de Desenvolvimento Humano baixo, sendo que a da zona Leste é 0,718 e da zona Norte 0,742, ambas abaixo da média da Cidade que é 0,774.


Pelos aspectos urbanos encontrados e disponibilizados, as zonas Leste e Norte possuem uma intensidade de pobreza de cerca de 51% (IDH-2000), superior a média municipal. Essa pobreza pode ser relacionada a falta de saneamento básico, de infra-estrutura urbana, que tem forte influência na qualidade de vida da população.


O motivo da zona Leste e Norte de Manaus estar com o IDH abaixo da média municipal, não podem ser atribuídos ao consumo de águas subterrâneas. A causa real é a falta de infra-estrutura, principalmente saneamento básico, que está relacionada à qualidade da água, comprometendo de forma significativa a qualidade de vida da população.



FONTE: Texto baseado em informações da Águas do Amazonas, ARSAM e Atlas IDHM. Foto, autor desconhecido.

2 comentários:

  1. gizella boguschwal10 de abril de 2011 21:01

    olá. adorei seu blog. me add, tá? sou de curitiba..:)

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  2. Prezada Gizella. Satisfação que tenha gostado do blog. Seja sempre bem vinda e volte sempre. Abraço.

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