quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

ANGRA DOS REIS (RJ)



Engenheiros comentam desmoronamentos em área de encostas.


Os deslizamentos e os conseqüentes desabamentos de casas, como o ocorrido recentemente em Ilha Grande e no Morro da Carioca, em Angra dos Reis (RJ), não são novidade no cenário brasileiro. As principais causas, segundo especialistas, decorrem da mistura de ocupação desordenada e riscos naturais de geologia. "Quando se constrói em uma região de encosta, o coeficiente de segurança da natureza é muito próximo de um", afirma o engenheiro geotécnico Fernando Marinho, do departamento de estruturas e fundações da Escola Poltécnica da Universidade de São Paulo.


No caso do deslizamento em Ilha Grande, segundo Marinho, a baixa espessura do solo em cima da rocha não tinha condições de conter a forte pressão da água vinda de uma chuva muito além do comum. "Independentemente do tipo de solo, aquilo desceria de todo jeito", afirma.


Aos fatores climáticos se associam problemas de planejamento urbano, encontrados na ocupação desordenada e em construções feitas irregularmente e de modo precário. Para Marinho, no entanto, o problema não é só da população menos favorecida: "Desde os eventos em Santa Catarina se observou que mesmo casas projetadas por engenheiros sofreram danos sérios", diz, referindo-se às enchentes ocorridas no ano de 2008.


Fernando Marinho aponta que sistemas de drenagem em morros, de saneamento básico e até de coleta de lixo afetam esse equilíbrio e devem ter manutenção periódica.


Para o geólogo Álvaro Rodrigues do Santos, "tudo continua passando como se definitivamente e estupidamente decidíssemos não considerar que nossas ações sobre os terrenos naturais interferem com uma natureza geológica viva". Ele completa dizendo que tragédias como deslizamentos, enchentes e acidentes em obras de engenharia são "a natureza geológica procurando nova situação de equilíbrio".


Se faltam medidas políticas para a retirada de moradores de áreas de risco, como nos morros do Rio, sobra à engenharia avaliar e buscar medidas paliativas nos trabalhos de contenção de encostas, além de sistemas de drenagem e saneamento.


Mas a providência defendida por especialistas é de que o planejamento urbano deva ser praticado também sob a ótica geológica. "O Estatuto das Cidades deve obrigar que os Planos Diretores e os Códigos de Obra referenciem-se a uma Carta Geotécnica", defende o geólogo.


Álvaro Rodrigues sugere programas habitacionais que alcancem famílias de baixa renda, como o lote urbanizado e a "autoconstrução tecnicamente assistida", em substituição à construção desordenada de favelas sem estrutura correta.

Mas Rodrigues também defende que os administradores municipais sejam responsabilizados criminalmente por não tomarem as providências cabíveis, no que diz respeito a acidentes geotécnicos com vítimas e perdas patrimoniais: "Não é correto que ações indenizatórias sejam quitadas com dinheiro público".


FONTE: AU NOTÍCIAS.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

HOLIDAY INN MANAUS


Para Japonês nenhum botar defeito.


Em 1º de janeiro, o InterContinental Hotels Group inaugurou o Holiday Inn Manaus, que conta com um diferencial. Em vista das empresas japonesas serem responsáveis por 50% do PIB da região e representar em 9% do total de companhias presentes no Pólo Industrial de Manaus, o empreendimento oferece serviços exclusivos para este público.


Entre as facilidades estão apartamentos com diretrizes japonesas - que englobam arrumação de cama nos padrões nipônicos - roupões e chinelos orientais, chá verde digestivo servido nos apartamentos diariamente, canal de TV japonês já sintonizado para quando o hóspede chegar, funcionários fluentes no idioma e o café da manhã típico, servido com arroz branco, peixe grelhado, missoshiru e legumes em conserva.


"Este é o primeiro hotel da região que investe em tratamento diferenciado a este público", afirma David Pressler, diretor de Vendas e Marketing do hotel.


Fonte: www.hoteliernews.com.br

FEIRA DE GASTRONOMIA, NA MANAUS MODERNA



Ainda encontra-se no site da Prefeitura o registro de uma das ações do Programa Centro Vivo, a Feira de Gastronomia, que era realizada toda sexta-feira, a partir das 18:00h, na Avenida Manaus Moderna, no Centro de Manaus.


Idealizada e coordenada pelo Eraldo Bandeira, que na época ocupava a Superintendência do Instituto Municipal de Planejamento Urbano – IMPLURB, órgão idealizador do programa Centro Vivo, a Feira de Gastronomia reunia vários pequenos e médios empresários do ramo da gastronomia, que ofereciam pratos típicos regionais e de vários países, como a japonesa, a alemã, a peruana etc.


Era um evento lançado em 2008 que a população tinha aceitado com grande satisfação, principalmente pelos moradores do bairro Centro, que tinham na feira uma oportunidade de atração noturna. Sempre cheia de frequentadores, na maioria por famílias, era comum chegar e ter que aguardar para se conseguir uma mesa. Após as 21:00h, muitos dos pratos disponíveis já haviam acabado, de tanto que era a procura. Era possível também ter horas de lazer por meio de jogos como Tênis de Mesa (ping-pong), Dominó, Dama e Xadrez, comandados pela Secretaria Municipal de Esporte. A feira possuía shows regionais de MPB, MPA, Forró, Músicas Internacionais e até uma “palhinha” do artista Eraldo Bandeira, que durante a noite continua mostrando seu talento musical.


Comentava-se que era um evento que não deveria ter sido comandado por um órgão de planejamento urbano. Concordo. Mas na época, o certo é que deveria ter sido feito, e foi.





FOTOS: Site Prefeitura de Manaus.

MANAUS ACUMULA UMA DAS MAIORES FOLGAS DO PAÍS


Foi publicado em um jornal da cidade que os feriados de 2010 darão prejuízos de R$ 2,8 bilhões. Segundo a Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Manaus – FCDLM, neste ano, Manaus terá 19 feriados, sendo 14 em dias úteis, um dos maiores do País, que devem reduzir o faturamento do Pólo Industrial de Manaus, além de diminuir as vendas do comércio até pela metade nos meses onde as folgas emendam com os finais de semana.


Cada trabalhador em Manaus terá, em média, 148 dias sem expediente, incluídos os feriados em dias úteis, 104 dias de descanso (sábados e domingos) e 30 dias de férias. Ao todo, o ano terá 217 dias de trabalho, que corresponde a 59,5% do calendário. Indústria e Comércio reclamam dos dias parados, considerando que neste ano, Manaus acumula uma das maiores folgas do País, maior do que em capitais como Brasília, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Belém. Uma das poucas capitais que supera Manaus é o Rio de Janeiro, com 20 dias de feriados no ano.


Para os trabalhadores que gostam de uma folga e aproveitam para deslocamentos para outras cidades, vale se antecipar e planejar as viagens que, se compradas com certa antecedência, saem com valor bastante reduzido. Afinal, são 40,5% do ano sem trabalho.





FONTE: DIÁRIO DO AMAZONAS