terça-feira, 12 de julho de 2011

URBANISMO?

Por César Maia*

 

Impregnado pelas políticas de imagem, pelos governos de espetáculo, o urbanismo enfrenta um perigoso processo de decadência no Brasil.

 

Alfred Agache, arquiteto francês responsável pelo plano urbanístico do Rio (1928 e 1932), criou a expressão urbanismo, foi fundador da Sociedade Francesa de Urbanistas (1911), além de ser uma figura central na institucionalização do urbanismo no mundo.

 

Para Agache, urbanismo compreende a relação do homem com seu meio nas cidades, as relações sociais nos espaços e com os equipamentos. Desta forma, constrói uma ciência humana, partindo, mas indo além, da arquitetura e agregando outras matérias.

 

Simplificando, os urbanistas podem ser divididos em dois grupos. De um lado, há os que imaginam que planejamento urbano é pensar como deve ser a cidade, construí-la e depois "convidar" as pessoas a viverem nela. Exemplos: Brasília e Barra da Tijuca (RJ).

 

De outro, aqueles que entendem a cidade como um organismo vivo, em que as intervenções ou o planejamento urbano devem potencializar sua dinâmica positiva, de forma a multiplicar a qualidade da vida urbana, orientada por sua história e olhando para seu futuro. Além disso, devem desestimular as dinâmicas que desagregam e afetam negativamente a qualidade de vida das pessoas, por intervenções ou legislações.

Nesse sentido, não inventam ou reinventam a cidade, mas partem da lógica de seu desenvolvimento, que tem como eixo seus próprios moradores. É assim que o planejamento urbano e suas intervenções ocorrem sobre um organismo vivo.

 

Nos últimos anos, surge uma corrente como desvio. Novos urbanistas passam, de fato, a entender a relação entre espaços, equipamentos e seres humanos como unilateral, onde os espaços e equipamentos implantados definem a vida dos moradores. Ou seja: planejamento urbano é fazer projetos, construir espaços e equipamentos.

 

De certa forma, o ser humano também é "convidado" a usufruir dos elementos criados pelos arquitetos. Esse desvio, ou corrente, ganha na sociedade do espetáculo um vetor que o acentua.

 

Aqueles que pensam que os espaços e equipamentos definem o comportamento do homem, o excluem do planejamento urbano e pensam seus elementos por sua visibilidade e por seu aspecto escultórico.

 

Na lógica da imagem, conseguem os espaços coloridos, croquis e maquetes eletrônicas que são divulgados pelas mídias. Impactam, por isso mesmo, o imaginário da população, que é induzida a perceber o urbanismo como sendo essas intervenções.

 

Sai o urbanismo e entra a lógica do projeto, que está por todo lado nas grandes cidades. Apenas como exemplo, o caso recente do projeto aprovado para o porto do Rio.

 

(*) César Maia é economista, ex-prefeito do Rio de Janeiro.

FONTE: ACRÓPOLIS.




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segunda-feira, 11 de julho de 2011

WORLD CUP 2014: SUSTAINABILITY AND LEGACY


 

Copa do Mundo 2014: Sustentabilidade e Legado

 

Do site oficial do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

 

A Copa do Mundo de 2014 representa uma oportunidade única para o Brasil maximizar o impacto econômico, ambiental, benefícios sociais e culturais, muito além do evento em si, e definir a sua sustentabilidade no centro das atividades das cidades-sede.


O Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e o Ministério do Esporte estão organizando o Seminário Internacional Copa do Mundo 2014: Sustentabilidade e Legado, que abordará as oportunidades e desafios de uma "Copa Sustentável". Este evento oferece uma plataforma para apresentar e trocar idéias sobre casos de sucesso nas áreas de proteção ambiental e sustentabilidade em relação a grandes eventos esportivos. Os participantes terão a oportunidade de aprender com as experiências e melhores práticas internacionais e discutir com especialistas sobre soluções inovadoras e sua aplicação.

Participantes convidados, entre outros:
Orlando Silva, Ministro do Esporte
Luis Alberto Moreno, presidente do BID
Ministério das Cidades
Ministério do Meio Ambiente
Omar Aziz, governador do Estado do Amazonas
Amazonino Mendes, prefeito de Manaus
Representante da FIFA 

Quem vai participar?
Autoridades governamentais em nível federal, estadual, municipal e local, comissões organizadoras responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014, representantes de cidades-sede anteriores, os membros da Câmara Nacional Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade, os membros das Câmaras Temáticas do Meio Ambiente e Sustentabilidade em Cidades-Sede; representantes de organizações e empresas do setor privado selecionados por sua contribuição nas áreas temáticas, representantes da comunidade acadêmica e agências de cooperação internacional.

Questões-chave a serem discutidas:

A importância e os impactos da Copa de 2014 para o Brasil:
- A Copa como catalisadora para o desenvolvimento sustentável e investimentos de infra-estrutura.
- Legados do evento para o Brasil e como estes irão impactar em seus cidadãos. 

Lições de casos e melhores práticas internacionais sobre questões ambientais:
- Apresentação e análise das soluções adotadas em casos concretos que se tornaram referências internacionais para promover a inovação e as lições aprendidas a partir de casos concretos, como Coréia do Sul, Alemanha, Barcelona e África do Sul.

O que o Brasil está planejando?
Apresentação de ações de sustentabilidade e diretrizes já desenvolvidas pelas autoridades brasileiras para a Copa de 2014.

Setores-chave:
- Explorando abordagens inovadoras e soluções que podem ampliar os efeitos das iniciativas previstas nas áreas de mobilidade, gestão, eficiência energética, resíduos sólidos e emissões.
- Um legado duradouro para as cidades: Como grandes eventos têm servido de gatilhos para a renovação urbana sustentável e fortaleceram a participação dos cidadãos nos casos de Londres e Barcelona.

O World Cup 2014: Sustainability and Legacy é uma organização do Ministério do Esporte e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em cooperação com a Prefeitura de Manaus, Governo do Estado do Amazonas, Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente e Fundo de Participação Coreano para o Conhecimento – KPK.


World Cup 2014: Sustainability and Legacy
Data: 28 e 29 de setembro de 2011
Hora: 8:00
Lugar: Manaus, Amazonas, Brasil




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MANAUS E A SUA POPULAÇÃO

Foi divulgado recentemente, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a Sinopse do Censo Demográfico 2010 que traz dados sobre as cidades brasileiras. Fazendo uma breve observação em seu conteúdo, podemos destacar alguns dados bastante interessantes sobre a Cidade de Manaus, em relação à sua população.

Manaus, conforme Censo 2010 possui 1.802.014 pessoas, distribuídas em um território com 11.401,77 Km². A grande maioria, 99,49%, reside na Área Urbana do município, totalizando 1.792.881 pessoas distribuídas nos 63 bairros da capital amazonense. Apenas 0,51% da população residem na Área Rural, um total de 9.133 pessoas.

Esses números mostram e confirmam que a grande atenção do poder público em realização de infraestrutura se concentra nas áreas urbanas, até por que a quantidade de habitantes acaba por demandar maiores disponibilidades de serviços públicos. Por ser minoria, mas não excludentes, a população rural acaba ficando em “segundo plano”. Há localidades rurais em que a realização de infraestrutura básica e a prestação de serviços públicos são precárias, quase escassas.

Outro dado interessante. A maioria da população, 51,18%, é de mulheres. Um total de 922.272 mulheres contra 879.742 (48,82%) de homens. Uma diferença muito pequena, uma relação de 1,05 de mulheres para cada homem.

A maioria da população masculina, 90.583 pessoas (10.30%), encontra-se na faixa etária de 10 a 14 anos, um grupo mais jovem quando comparado com a faixa etária de maior concentração feminina. Com 95.173 mulheres (10,32%), a faixa etária de 25 a 29 anos de idade concentra a maioria das mulheres manauaras.

Em longevidade, as mulheres estão vivendo mais. São 111 mulheres vivendo com 100 anos ou mais de idade, contra 61 de homens.


FONTE: IBGE



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REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE MANAUS INICIA FASE DE CONSULTA POPULAR



Dia 26 de julho marca o início da primeira fase das audiências públicas que irão discutir a revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus. Um total de seis encontros está agendado para acontecer até o dia 2 de agosto do corrente ano.

A primeira acontecerá no Parque Municipal do Idoso, Zona Centro-Sul de Manaus. O objetivo é reunir a população das várias Zonas da cidade para consulta popular sobre as principais necessidades dos bairros e partir para adequação das leis de ordenamento urbano.

A agenda de revisão foi anunciada no sábado, dia 9, pelo diretor de Planejamento Urbano do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano - IMPLURB, Pedro Paulo Barbosa Cordeiro.

 Pedro Paulo Barbosa Cordeiro, Diretor de Planejamento Urbano do IMPLURB.

A revisão do Plano Diretor seguirá por três fases divididas: Sensibilização, Propostas e Homologação, que deverão ser executadas durante 18 audiências públicas. A meta, segundo Pedro Paulo, é que o Plano Diretor seja levado à votação na Câmara Municipal de Manaus até o final do ano, antes do recesso parlamentar.

Abaixo, os locais e datas da primeira fase de audiências:

26 de julho – Parque Municipal do Idoso, Zona Centro-Sul.
27 de julho – Teatro La Salle, Pedro Teixeira, Zona Centro-Oeste.
28 de julho – Clube do Trabalhador-Sesi, Zona Leste.
29 de julho – Auditório da Fieam, Joaquim Nabuco, Centro, Zona Sul.
1º de agosto – Auditório do Ministério Público do Estado, Ponta Negra, Zona Oeste.
2 de agosto – Auditório do Ceti Macantônio Vilaça II, na Zona Norte.


FONTE: Amazonas Em Tempo/Foto, Raphael Alves.



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quarta-feira, 6 de julho de 2011

COPA 2014: LEGADO SOCIAL E AMBIENTAL SERÁ DISCUTIDO EM MANAUS



BID TRARÁ PARA MANAUS REPRESENTANTES DE PAÍSES QUE JÁ REALIZARAM MUNDIAIS DE COPA DO MUNDO.

O Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno e a Presidente Dilma Rousseff tiveram dia 28/06 o primeiro encontro oficial para tratar do apoio do BID à agenda brasileira.

O Banco deverá focar sua carteira em municípios da Região Nordeste que fazem parte do Plano Brasil sem Miséria, apoiando a redes de serviços sociais e contribuindo com instrumentos de medição de impacto dos programas sociais realizados. Além disso, poderá levar a tecnologia social e experiências brasileiras de redução da pobreza adotadas nos últimos anos a outros países da América Latina e Caribe, promovendo a cooperação sul-sul.

Quanto à integração regional, foi ressaltado o papel do Banco na preparação de projetos de infraestrutura no marco da Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana, (IIRSA) e da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), explorando oportunidades de coordenação com o BNDES.

O Governo Brasileiro sinalizou também a importância do trabalho do BID junto às cidades-sede da Copa, na perspectiva de uma Copa sustentável. O Banco deve investir até 2014 cerca de US$ 6 bilhões em projetos de infraestrutura nestas cidades.

“Temos uma excelente cooperação com o Ministério dos Esportes com iniciativas nas 12 cidades-sede. Em setembro levaremos a Manaus, representantes de países que já realizaram mundiais, para desenvolver propostas voltadas ao legado social e ambiental de grandes eventos esportivos”, disse Moreno. O Ministro dos Esportes, Orlando Silva, participou da reunião.

Foram discutidos ainda temas como inclusão digital e gestão da competitividade. No tocante a uma agenda de conectividade, inovação, ciência e tecnologia, o Banco deverá cooperar com o Ministério das Comunicações com projetos relacionados à fibra ótica, banda larga, e infraestrutura para telecomunicações.


Fonte: Site BID.



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