sábado, 15 de outubro de 2011

BOI MANAUS 2011


As mesas e camarotes para o Boi Manaus 2011 começaram a ser vendidos nesta sexta-feira (14), a partir das 20h, no estande montado ao lado do palco da Feirinha do Tururi. Este ano estão sendo disponibilizadas 300 mesas e 40 camarotes na ferradura do Centro de Convenções, o Sambódromo, por onde irão passar os “bois” elétricos com os 30 artistas que se revezarão nas três noites da festa – 21, 22 e 23 de outubro.

Cada mesa, que dá direito a quatro tururis, está sendo vendida a R$ 150 para cada noite. Quem optar pelo pacote para as três noites pagará R$ 450, recebendo 12 (doze) tururis, uma vez que as cores do traje serão diferenciadas por noite.

Os camarotes da ferradura estão custando R$ 1.250 por noite, com 25 tururis. Para as três noites, a Fundação Municipal de Turismo e Eventos (Manaustur) está oferecendo um desconto de R$ 250, totalizando R$ 3.500 com 75 tururis.

O pagamento de mesas e camarotes só poderá ser feito em dinheiro. Além do estande na Feirinha do Tururi, mesas e camarotes também estão sendo vendidos pelos telefones 3644- 7035 e 3644-1920.

Feirinha do Tururi

A Feirinha do Tururi, evento que antecede o Boi Manaus, se consolidou não apenas como um espaço para ensaio de coreografias e exposição e venda do traje obrigatório para quem quiser seguir os “bois elétricos” onde os 30 artistas se apresentação nas três noites de comemoração do aniversário da cidade.

As 50 barracas montadas na praça de alimentação do espaço, oferecem opção para todos os gostos: tacacá, pizza, esfirras, vatapá, pirarucu de casaca e churrasco, além de bebidas.

Além de alimentos e bebidas, o frequentador também pode encontrar na Feirinha do Tururi bancas de artesanato, sorvete, balas, bombons e brinquedos para a criançada.

A Feirinha estará em funcionamento na Avenida Belmiro Vianez, ao lado da Cidade do Samba, até o dia 20 de outubro, véspera da primeira noite do Boi Manaus 2011.



FONTE: Assessoria de Comunicação – MANAUSTUR.




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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SEMANA DE ARQUITETURA E URBANISMO DA ULBRA/MANAUS: Festa de Encerramento.

 

O Centro Universitário Luterano de Manaus – CEULM/ULBRA vem realizando desde dia 10 deste mês a sua Semana de Arquitetura e Urbanismo, contando com várias atividades no decorrer da semana.

E para finalizar, os alunos estão programando uma bela festa de encerramento, com muito chopp, música ao vivo e bons petiscos. E para isso, está disponibilizando convites com preços especiais de R$ 7,00 (individual) e R$ 10,00 (duplo). Quem não adquiriu seu convite durante a semana pode adquirir no dia do evento, no próprio local da festa.

Como atração musical haverá a participação da Banda Black Mersey, cover dos Beatles.

A Festa de encerramento da Semana de Arquitetura e Urbanismo da ULBRA irá acontecer no dia 15 de Outubro (sábado), a partir das 18h, no Galpão de Festas da ULBRA, localizado no Conjunto Atílio Andreaza, Japiim.

O convite é estendido a todos os alunos, professores, ex-alunos, amigos, familiares e todos que desejarem um início de noite agradável.

 Alunos de Arquitetura e Urbanismo da ULBRA/Manaus.

Fica a dica.



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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

JAN GEHL: ESPECIALISTA EM CRIAR CIDADES MELHORES

 
Publicado originalmente no site Planeta Sustentável:
É clichê e piegas, mas é preciso dizer: por trás - e ao lado - de todo homem há, sim, uma grande mulher. No caso do planejador urbano dinamarquês Jan Gehl, que se formou arquiteto em 1960 na Royal Danish Academy of Fine Arts, foi a esposa psicóloga que o impediu de se tornar mais um "obcecado pela forma, sem pensar na funcionalidade", como ele descreve a maioria dos colegas. "Ela me provocava perguntando por que nós nunca pensávamos nos aspectos humanos na hora de criar projetos para a cidade", conta. Gehl e a esposa organizavam reuniões semanais em sua casa com outros colegas para discutir as fronteiras (e possíveis ligações) entre sociologia, psicologia, arquitetura e planejamento. Esses encontros foram o começo do que mais tarde se tornaria o assunto da vida de Jan Gehl: como criar cidades melhores para as pessoas.

Em 1971 ele publicou seu primeiro livro, Life Between Buldings ("A vida entre os prédios", em tradução livre, sem versão em português), em que se debruça sobre o comportamento das pessoas nos espaços públicos e utiliza a Strøget, a primeira rua de pedestres de Copenhague, como laboratório para mostrar que priorizar as pessoas era o melhor para criar boas cidades. A Strøget era uma importante avenida comercial e o anúncio de seu fechamento para virar um calçadão em 1962 causou reações negativas. "Não somos italianos", diziam os jornais para argumentar que o clima gélido da Dinamarca impossibilitava uma vida ativa nos espaços públicos. "Um ano depois, todos os comerciantes reconheciam: eles estavam errados", conta Gehl. As vendas triplicaram e esse calçadão de quase 1 quilômetro passou a ser ocupado pelos habitantes da cidade. Estudar o assunto fez com que Gehl criasse uma metodologia de planejamento que prioriza as pessoas. Seu escritório, o Gehl Architects, é o mais requisitado do mundo e já fez projetos, inclusive, para São Paulo e Rio de Janeiro.

O que significa criar uma cidade para as pessoas?
Você já notou que sabemos tudo sobre o habitat ideal dos gorilas, girafas, leões, mas nada sobre o Homo sapiens? Qual o lugar ideal para essa espécie viver? Infelizmente, sabemos muito pouco. Boa parte dos profissionais que definem o futuro de uma cidade, os arquitetos, urbanistas e políticos, estão preocupados com outras coisas. Eles querem melhorar o trânsito, criar "skylines", monumentos, pontes, mas nenhum deles tem na agenda o item "criar uma cidade melhor para as pessoas viverem".

E qual seria o lugar ideal para o homem viver?
Certamente não é uma cidade em que se precise passar três horas por dia dentro de um carro preso no congestionamento. Mas uma das coisas que descobri em todos esses anos de trabalho é que precisamos respeitar a escala humana. Em meu livro Cities for People ("Cidades para pessoas") eu falo, por exemplo, sobre a síndrome de Brasília, uma prática repetida em várias cidades do mundo. Brasília nasceu para ser uma cidade planejada, certo? Pois bem, quando a olhamos do céu, ela é incrível, mas quando a olhamos do chão, parece que estamos em uma maquete fora de escala. É tudo grande demais, as distâncias são impossíveis de serem percorridas pelo corpo humano e os monumentos são grandes demais para apreciarmos a partir de nossa altura. Isso sem contar a falta de calçadas e ciclovias. Se você não tem um carro em Brasília, fica impossível se locomover.

A escala humana, então, é a chave para planejar cidades para pessoas?
É uma das chaves. Temos que criar uma mudança de paradigma aqui. Antes de pensar em mais ruas, ciclovias, transporte público ou mesmo na escala humana, é preciso pensar: que cidade queremos? E aí, o que importa não são os elementos do planejamento urbano, mas as coisas que nos fazem viver melhor. Quando os planejadores quiserem chegar aí e não, por exemplo, ao melhor sistema de mobilidade possível, aí sim estaremos em um caminho interessante para melhorar as cidades.

O senhor fala em trânsito, problema grave no Brasil. Quais as soluções para essa questão?
O congestionamento é, sem dúvida, um dos maiores problemas das grandes cidades do mundo. E a chave para resolvê-lo é entender que a demanda correta não deve ser por mais transporte público ou ciclovias ou calçadas. Deve ser por mais opções, por mais liberdade de escolha de meios de se locomover do ponto A ao ponto B. Só ciclovias ou só transporte público não resolvem, mas uma combinação dos dois com boas calçadas e vias exclusivas de pedestres começam a deixar a cidade mais interessante e a dependência que se desenvolveu do carro começa a diminuir. Mas, ainda assim, muita gente vai continuar se locomovendo de carro, por comodidade. Então, junto com o aumento de opções de locomoção, é preciso diminuir o uso dos carros, dando menos lugar a eles. Quanto mais ruas, mais carros, quanto menos ruas, menos carros. Se você oferecer infraestrutura, a sociedade vai utilizá-la. Então, tirar espaço dos carros, ou proibir que estacionem nas ruas, são algumas das formas de garantir que eles sejam menos usados, em especial em curtos trajetos. E aí, as pessoas que realmente precisem de um veículo para se locomover, seja porque a distância é longa demais, seja porque é uma emergência, terão espaço para dirigir.

Parece tão difícil e tão longe da nossa realidade...
Sim, é um processo complicado. Hoje Copenhague é um exemplo mundial de uma cidade boa para se viver, mas começamos nossa mudança de paradigma 50 anos atrás. A chave para que tenhamos chegado até aqui foi dar um passo de cada vez. Não dá para, de uma hora para outra, proibir os carros de estacionarem nas ruas. Mas que tal proibir em um bairro? Ou em apenas uma avenida? E, no lugar onde os carros estacionariam, criar uma ciclovia? Esse acaba sendo um projeto piloto, as pessoas teriam tempo para se acostumar. E, quando começar a dar certo, fazemos isso em outro ponto. Pouco a pouco a população vai entendendo como a cidade pode melhorar. Eu tenho muito orgulho de dizer que moro em uma cidade que todos os dias é um pouco melhor do que era no dia anterior.

Em Copenhague, um terço das pessoas usa a bicicleta como transporte todo dia. As bicicletas devem ser pensadas como solução em cidades grandes como São Paulo?
Certamente sim. A bicicleta é um meio de transporte ágil que não polui e faz as pessoas se exercitarem. A chave para integrar a bicicleta à mobilidade urbana de uma cidade muito grande é não pressupor que as pessoas vão fazer todo o trajeto pedalando. Pedalar 20 quilômetros pode ser ok para quem é jovem e tem condicionamento físico, mas certamente não é uma prática para todos. Então a bicicleta precisa estar integrada a outros meios de transporte. Bicicletários deveriam existir na maioria absoluta dos pontos de ônibus, trens e metrô, para que as pessoas possam fazer parte do trajeto pedalando e parte de metrô, por exemplo. Bicicletas de aluguel que sigam os exemplos de Paris, Barcelona e Lyon, onde as pessoas podem retirá-las e devolvê-las em diferentes pontos da cidade, são ideais. Mas é fundamental que haja infraestrutura para pedalar. Se as pessoas não se sentirem seguras, bicicleta continuará sendo um meio restrito para se transportar.

Como a população deve participar do processo da criação de cidades para pessoas?
É preciso que as pessoas exijam as coisas certas. Se você, por exemplo, perguntar a uma criança o que ela quer de natal, ela vai te responder uma lista de coisas que já conhece. Uma criança nunca pediria algo de que nunca ouviu falar. O mesmo vale para as demandas das pessoas em relação às cidades. É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas. Enquanto exigirem mais ruas para dirigirem seus carros, as cidades vão continuar crescendo do jeito errado. Quando passarem a exigir mais liberdade de locomoção, daí o governo terá que fazer algo a respeito. Em Copenhague foi assim. Na década de 1970 a cidade estava tomada pelos carros. Com a crise do petróleo, dirigir ficou muito caro e as pessoas começaram a exigir infraestrutura para pedalarem em segurança. E as ciclovias foram, pouco a pouco, tomando o lugar dos carros.

O planejamento urbano pode fazer as pessoas mais felizes?
Planejamento urbano não garante a felicidade. Mas mau planejamento urbano definitivamente impede a felicidade. A pior coisa para a felicidade das pessoas é perder tempo paradas no congestionamento. Se a cidade conseguir diminuir o tempo que você fica parado no trânsito e lhe oferecer áreas de lazer para aproveitar com seus amigos e sua família, ela lhe dará mais condições de ter uma vida melhor. O planejamento urbano é uma plataforma para as pessoas serem felizes.



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REVISÃO DO PLANO DIRETOR URBANO E AMBIENTAL DE MANAUS

 
Do site Portal Amazônia:
A última rodada de audiências de Revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus (PDUAM) inicia nesta quinta-feira (13), em Manaus. A série composta de mais seis audiências abertas à participação popular marca a realização da Etapa de Homologação das propostas dos comunitários para atualização das diretrizes municipais.

O circuito de audiências percorre, pela terceira vez, as zonas Centro-Sul, Leste, Centro-Oeste, Sul, Norte e Oeste, respectivamente, na intenção de reunir as contribuições populares para auxiliar na modernização do conjunto de leis que rege o crescimento e organização da cidade. Nesta etapa, a população deve aprovar as propostas que deseja ver no instrumento legal a ser encaminhado pelo Executivo Municipal à Câmara Municipal de Manaus, para apreciação dos parlamentares.

 Arquiteto e Urbanista Pedro Paulo, Diretor de Planejamento Urbano do IMPLURB

As propostas que serão analisadas pela plenária surgiram nas audiências anteriores – a Etapa de Sensibilização e a Etapa de Estratégias –, com o levantamento dos resultados e objetivos específicos que cada uma das seis zonas teve apontados pela comunidade. O trabalho também envolverá um comparativo de estratégias de desenvolvimento do município como um todo.

A demonstração do conteúdo apurado até agora nas audiências de Revisão do Plano Diretor será mais técnica, incluindo a apresentação de um novo Índice do Plano Diretor, em que estarão incluídas as novas estratégias desenvolvidas com uma breve explanação sobre a natureza do conteúdo de cada um dos títulos e seus capítulos; e, ainda a apresentação dos resultados obtidos nas Audiências com assuntos correspondentes no Plano Diretor.

“Nesta etapa é importante que o material para audiências de Homologação, disponível no site do Plano Diretor seja previamente consultado pelos interessados para garantir maior compreensão durante as audiências. Afinal, este é o fechamento das propostas que serão norteadoras do estudo técnico para originar o anteprojeto de lei”, comentou o Diretor de Planejamento Urbano do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Pedro Paulo Cordeiro.

Agenda
13/10 – das 18h às 22h – Parque Municipal do Idoso, Zona Centro-Sul
14/10 – das 18h às 22h – Clube do Trabalhador – SESI, Zona Leste
15/10 – das 09h às 13h – Teatro La Salle, Zona Centro-Oeste
17/10 – das 18h às 22h – Auditório Gilberto Mendes de Azevedo – FIEAM, Zona Sul
18/10 – das 18h às 22h – Colégio Militar da Polícia Militar Marcantônio Vilaça II – CETI, Zona Norte
19/10 – das 18h às 22h – Ministério Público do Estado do Amazonas, Zona Oeste.


FONTE: portalamazonia.com



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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ELEIÇÃO DO CAU: NOTA SOBRE O ENVIO DAS SENHAS



NOTA SOBRE O ENVIO DAS SENHAS

As senhas de votação para eleição e composição do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, começaram a ser distribuídas aos Arquitetos na segunda-feira, dia 26 de setembro de 2011.

Foram enviadas aos endereços de correspondência dos Arquitetos constantes no cadastro nacional do CONFEA, com Aviso de Recebimento - AR.

Ao profissional que não se recadastrou e não está na base de dados do CONFEA, a senha foi enviada ao endereço constante no CREA onde foi feito seu registro profissional original.

Os Correios tentarão entregar as senhas por três vezes, e, se não conseguirem, ela ficará por alguns dias num Centro de Distribuição, onde poderá ser retirada pelo destinatário, com um documento de identidade em mãos. Depois disso, será devolvida ao remetente, neste caso, a Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Arquitetura do CONFEA, em Brasília-DF.

Caso tenha dúvidas sobre o endereço em que você irá receber a sua correspondência, procure o CREA de seu estado e solicite o endereço de correspondência em que está cadastrado seu registro profissional.


FONTE: www.cau.org.br



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JAIME LERNER: Inovar é começar.



Publicado e extraído do site Planeta Sustentável.

"Inovar é começar - e não querer ter todas as respostas. Uma das coisas bonitas em Curitiba foi o compromisso com a simplicidade, foi não querer ter todas as respostas, pois não podemos ser tão prepotentes em querer tê-las. O planejamento da cidade é uma trajetória. Você começa, a população reage e corrige."
Jaime Lerner

O arquiteto Jaime Lerner passeava outro dia em Curitiba com seu neto Ben, de 7 anos. De repente, atrapalhou-se no caminho e revelou ao menino que estava perdido. Esperto, Ben estocou: "Puxa, vô, o senhor conhece todas as cidades do mundo e se perde na sua!"

A história, contada por Lerner para ilustrar a perspicácia do garoto, mostra também o crescimento de Curitiba. Na época em que Lerner se elegeu prefeito, em 1971, ela tinha três vezes menos habitantes do que o 1,8 milhão atual. Hoje, é a capital brasileira com maior número de automóveis por morador.

Poderia ser uma catástrofe social e urbanística, mas está longe disso. Os números mostram por que a capital paranaense é um caso raro dentro do país e atrai os olhares de arquitetos e urbanistas de todo lugar: taxa de alfabetização de 96% a partir de 10 anos de idade e luz e água corrente em 99,5% das casas.

Há cerca de 54 m2 de áreas verdes públicas por habitante, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUC), que trabalha com o dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 12 m2 no mínimo.

O avô de Ben liderou as intervenções urbanas que geraram esse milagre. À frente da prefeitura por três vezes (e do governo do Paraná por duas), concebeu ambiciosos planos para sua cidade natal, levados à frente por seus sucessores: "Ele é o oxigênio de Curitiba. Tudo o que se vê e respira aqui tem um ar de Jaime Lerner", define o arquiteto e urbanista Luiz Masaru Hayakawa, parceiro em vários projetos. "Tem uma visão antecipada das questões físicas e estruturais do crescimento urbano, mas também possui um 'sétimo sentido' para enxergar as necessidades sociais e expor a importância da memória cultural, natural e ambiental de um povo e uma cidade", completa Luiz Hayakawa.

O arquiteto defende a tese da acupuntura urbana: "É uma ação local, pontual, que procura revitalizar uma área e auxiliar o planejamento". Como exemplo, cita o Ópera de Arame, em Curitiba. Em São Paulo, a reforma da Pinacoteca do Estado, o Museu da Língua Portuguesa e a Sala São Paulo, todos no centro.

O passo primordial dessa revolução foi o projeto para o setor estrutural, implementado no primeiro mandato de Lerner, na década de 70. Em 1966, ele já havia participado do desenvolvimento das diretrizes do Plano Diretor de Curitiba, que criou as bases para essa reforma: "Na época, estavam alargando as ruas no centro e destruindo a história", lembra.

"Nos movimentamos para evitar que isso fosse feito sem um plano." Ao assumir a prefeitura, Lerner e sua equipe puseram em prática um desenho urbano inovador, que evitava o crescimento desordenado da cidade e combatia a saturação de sua área central.

Entre as ações, estava o incentivo ao transporte público de massa. Um sistema chamado trinário separou em três vias paralelas a circulação de ônibus expressos, tráfego local e trânsito de longa distância.
Para recuperar o centro histórico, a tática foi afastar dali os automóveis e dar lugar às pessoas - assim nasceu o primeiro calçadão do Brasil, na rua das Flores. A ação enfrentou a crítica dos comerciantes, que temiam o declínio do movimento, mas a prefeitura efetivou a mudança em 72 horas, driblando a oposição. Deu certo: lugar dos mais frequentados hoje pelos curitibanos e turistas, mistura lazer e serviço em meio ao casario antigo bem conservado.

O projeto Câmbio Verde, de 1989, atestou a sensibilidade de Lerner para a questão social. Num momento de excesso de produção de hortigranjeiros, os agricultores da região metropolitana protestaram contra o baixo preço jogando comida fora. O prefeito comprou a produção excedente e a distribuiu às famílias carentes de favelas e assentamentos precários - em troca apenas de sacos de lixo reciclável.

Como reconhecimento de suas obras, o arquiteto recebeu em 1990 o Prêmio Máximo das Nações Unidas para o Meio Ambiente: "Sem querer ser cabotino, acho que Curitiba apresenta o maior número de transformações positivas que aconteceram numa cidade. É uma referência no mundo todo", diz Lerner. "As transformações continuam, e esse desafio de inovação constante ninguém pode ignorar”.


FONTE:Site Planeta Sustentável.



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