segunda-feira, 15 de março de 2010

INFORMATIVO SEMANAL DO CEULM/ULBRA-Manaus


É com grande satisfação que recebo em meu e-mail o INFORMATIVO SEMANAL do Centro Universitário Luterano de Manaus – CEULM/ULBRA, um novo instrumento de comunicação implantada pela nova direção do campus Manaus, visando estreitar a relação entre a instituição e a comunidade acadêmica.


Sei da importância de se manter a comunicação ativa entre os estudantes, docentes, funcionários, familiares e sociedade em geral com o CEULM/ULBRA, permitindo a todos tomarem conhecimentos das notícias, projetos, programas e outras atividades desenvolvidas no mundo acadêmico.


Parabéns a nova direção da ULBRA Manaus, desejando sucesso à assessoria de comunicação da instituição.


quinta-feira, 11 de março de 2010

O EFÊMERO E O ETERNO, por Mauro Santayana

O jornalista Mauro Santayana, em texto postado no blog de Paulo Henrique Amorim, expõe a sua visão sobre o arquiteto Oscar Niemeyer. Segue abaixo o texto publicado.



O efêmero e o eterno.

Por Mauro Santayana.


Um arquiteto de São Paulo, que provavelmente ainda não tenha tido a oportunidade de mostrar seu talento criador, criticou Oscar Niemeyer a propósito da Cidade Administrativa Tancredo Neves. Se o objetivo era atingir o governador de Minas, em benefício de alguns interesses políticos de seu estado, o crítico paulistano poderia ter poupado o mais importante arquiteto do mundo. Oscar, tendo ultrapassado os 102 anos, com o mesmo vigor intelectual e os mesmos sentimentos da juventude, está muito além da aleivosia do rapaz que o atacou.


As razões são singelas e até mesmo humanas: bem mais jovem de quem o critica, Oscar já havia construído exitosa carreira: participara, com Corbusier e outros, da concepção do Edifício do Ministério da Educação, no Rio, e criara o belo conjunto da Pampulha, que, com suas linhas audazes, marca o início da arquitetura moderna brasileira. Aos 40 anos, Oscar participou da equipe que projetou os edifícios das Nações Unidas, em Nova York.


Há muito que se discute a natureza da arquitetura. Ela deve, ao mesmo tempo, proteger o ato de viver e expressar a arte. Algumas escolas de arquitetura, como é o caso notável da Bauhaus, de Walter Gropius, concentram-se na funcionalidade em prejuízo da estética. Gênios, como Corbusier, Frank Lloyd Wright, Frank Gehry, Luigi Nervi e Oscar Niemeyer, cada um deles com seu estilo próprio, souberam e sabem revestir a funcionalidade com a beleza.


Desde os Jardins Suspensos da Babilônia, a beleza é inseparável da arquitetura. Os templos gregos e romanos, construídos com a mesma filosofia de Oscar, são fascinantes contratos do artista com a natureza. As edificações obedecem aos limites do solo, dos ventos, das chuvas, do calor e do frio, mas também buscam harmonizar-se com a paisagem. A grande ousadia dos arquitetos do século 20, a partir de Oscar, favorecida pelo concreto armado, foi privilegiar as curvas, abrindo os grandes espaços internos, levantando as estruturas sobre pilotis, harmonizando, como concebeu Corbusier, as fachadas com os jardins.


O concreto armado é a maravilhosa síntese entre a estética e a técnica. Para servir à estética, o jardineiro francês Joseph Monier combinou o concreto com o metal. Encarregado de adornar os bulevares de Paris, abertos pelo prefeito Haussmann, com plantas floridas, Monier percebeu que era impossível moldar grandes vasos em cerâmica. Tentou o cimento, mas os vasos se fragmentavam sob o peso da terra. Teve a intuição de reforçar as paredes dos vasos com arame e hastes de ferro. O método foi patenteado em 1867 e passou a ser usado na construção civil.


A necessidade da beleza criou o novo material que possibilitou também as monumentais obras de engenharia como as represas Hoover, no Colorado, de Assuã, no Nilo, de Itaipu, no Paraná, e a de Três Gargantas, no Yang-tsé, além das extensas pontes e elevados viadutos.


É natural que haja inimigos ideológicos do comunista Oscar Niemeyer. É natural que haja os que se incomodem com a gloriosa carreira do criador da Pampulha, que, arquiteto de dois séculos, vê agora inaugurado um dos mais expressivos e ousados conjuntos de sua carreira inigualável. É bom que Oscar – com seu forte entusiasmo juvenil de sempre – tenha dedicado, de novo, todo o seu talento para desenhar a sede do governo de Minas Gerais, situada a poucos quilômetros da Pampulha. Só a ânsia pela beleza e a emoção da solidariedade nos distinguem na natureza, nos fazem humanos – e nos diferenciam dos insanos predadores de nossa própria espécie. Causa indignação que se atrevam a atacar um homem da estatura ética e intelectual de Oscar.


O arquiteto é acusado de ser homem do passado. Por enquanto, a moderníssima modernidade neoliberal não foi capaz de produzir homens como Ictínius e Callicrates, os arquitetos do Parthenon de Atenas, Marcus Agripa e Adriano, que conceberam o Pantheon de Roma. Nem como Niemeyer e seus grandes colegas, os escultores em concreto do século 20. Oscar continua, em nosso século, na vanguarda da arquitetura, do humanismo, da solidariedade, do patriotismo. Como se diz em Minas, respeito é bom, e dele todos gostamos.



FONTE: http://www.paulohenriqueamorim.com.br



quarta-feira, 10 de março de 2010

A INVASÃO NOSSA DE CADA DIA

Não é mais novidade para ninguém e nem tão difícil de perceber que Manaus tem seu crescimento marcado pela horizontalidade, pelo surgimento de assentamentos humanos ocorridos nos últimos quarenta anos de forma desordenada, por meio de invasões, sem planejamento e controle urbano. Maioria dos nossos bairros teve como origem esse tipo de ocupação, fazendo com que Manaus criasse uma quantidade imensa de problemas de infraestrutura, dificultando a ação do poder público e a disponibilidade da boa qualidade de vida.


A cada ano que passa nos deparamos a cada dia com novas investidas e tentativas de ocupações irregulares, deflorando e maltratando o solo urbano de maneira cruel, sem qualquer preocupação com a cidade e com os possíveis prejuízos a ordem urbanística.


A cada tentativa de nova ocupação irregular, conflitos humanos entram em ação. De um lado os ditos “esquecidos” pela sociedade, sem terra, sem moradia, sem emprego, sem renda, sem expectativas de melhorias de vida. Não se sabe até que ponto sua situação de vida é verdadeira, uma vez que estão envolvidos por espertalhões, vigaristas, empresários da invasão, aproveitadores da miséria alheia, que buscam “apoiar” tal investida com um único objetivo de tirar proveito próprio. Do mesmo lado encontram-se ainda alguns representantes do povo, que vêem na situação uma boa oportunidade de expandir o seu eleitorado, mas infelizmente não percebem que a sua cidade, no qual lhe deu a sua representatividade, fica ferida ao final de cada ação bem procedida.



Nesses conflitos humanos temos do outro lado o proprietário das terras, que ver o seu direito de propriedade tão defendida pelo Estatuto das Cidades, ser violado a cada tentativa de invasão. Neste lado há ainda os bons representantes da sociedade, que preocupados com a coletividade e com o bem da cidade, buscam solucionar de maneira adequada todo e qualquer conflito existente, sem o interesse exclusivo de promoção pessoal. Há os representantes públicos que não pensam de maneira isolada, conversam, analisam, tomam decisões sensatas, não prejudiciais à cidade.


Mas, não como uma regra do jogo, alguns protagonistas acabam mudando de lado, que muitas vezes acabam decepcionando possíveis admiradores de plantão.



A cada ocupação irregular os prejuízos são enormes para a cidade. Uma vez ocupados por moradias e estes habitados, serviços públicos serão exigidos, infraestrutura serão necessários, equipamentos comunitários de saúde e educação, sabendo-se o quanto o poder público possui dificuldades de recursos para novos investimentos, para urbanizar de maneira básica a localidade invadida.


Infelizmente ainda estamos longe de ver Manaus sem ameaça de novas invasões. Há muitas terras ociosas, sem usos definidos, subutilizadas, desprotegidas, sob especulação imobiliária, abandonadas e sem o devido cuidado de seu proprietário. Manaus possui muitos vazios urbanos e que precisam ser definidos os seus usos sociais de imediato, evitando que a cidade cresça cada vez mais de forma horizontal. O déficit habitacional é muito grande e políticas públicas são necessárias para que a população tenha acesso à casa própria, atendendo a um público verdadeiro, que realmente precise de um espaço de terra para viver com dignidade.


terça-feira, 9 de março de 2010

HORA DO PLANETA 2010


Tomei conhecimento no dia de hoje, por meio de um jornal matutino, que no último sábado do mês, dia 27 de março, vai acontecer a 2ª edição nacional da “HORA DO PLANETA”, evento promovido pela Organização Não Governamental World Wild Life Foundation – WWF, que tem como objetivo protestar pacificamente e fazer o mundo refletir sobre o aquecimento global.


O “Earth Hour” foi lançado em 2007 na Austrália e já no ano seguinte houve adesão de quase 400 cidades no mundo todo. Em 2009 esse número aumentou para 4mil cidades, no qual 113 eram brasileiras, com participação de 13 capitais. Em Manaus, o Teatro Amazonas teve suas luzes apagadas e foi realizado um show regional com energia obtida através da luz do sol.


A idéia do movimento é realizar uma grande mobilização em torno das questões ambientais, no qual se espera que mais de um bilhão de pessoas venham aderir ao movimento pelo mundo. As instituições que desejarem aderir ao evento devem se inscrever pelo site www.horadoplaneta.org.br.


Para a Hora do Planeta 2010 já estão confirmados alguns monumentos importantes como a ponte Golden Gate de São Francisco, o Empire State em Nova York, os luminosos cassinos de Las Vegas, a Roda Gigante de Londres e o Memorial da Paz de Hiroshima.


Pela causa e importância do evento, vamos aderir ao movimento e divulgar para mobilizar o maior número de pessoas. Divulgue no seu Twitter, Orkut, Youtube, Facebook, blogs, e-mail etc. No dia 27 de Março, sábado, entre 20:30h e 21:30h (horário de Brasília), vamos literalmente apagar as luzes.


FONTE: ACRÍTICA.