segunda-feira, 15 de junho de 2009

PRAÇA HELIODORO BALBI E O PALACETE PROVINCIAL





Neste final de semana, em um prazeroso passeio com meus filhos ao centro de Manaus, tive a oportunidade de visitar, após período de reforma e restauro, a Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia) e o Palacete Provincial.


Após um excelente almoço em um restaurante localizado ao redor da Praça, de máquina fotográfica no pescoço e com espírito de turista em terras alheias, comecei um passeio, pelas calçadas da Praça, caminhando por cada canteiro, cada quiosque, coretos e jardins. Deparo-me com os espelhos d’água cheios de vida, com chafariz “jogando” água para o alto e com um belíssimo jogo de movimentos. Calçadas limpas, plantas podadas, grama aparada e grande equipe de segurança. Tudo como um espaço público contemplativo deve ser.


Me veio a memória a última visita que tinha realizado na mesma praça antes do início da reforma. Camelôs, mato, lixo, calçadas quebradas, coretos históricos danificados, poluição visual, enfim, uma praça deteriorada. Percebi então que algo de melhor havia acontecido naquele espaço público.


Continuando o passeio, chegamos diante ao Palacete Provincial, mais conhecido como Quartel da Polícia Militar, agora totalmente restaurado e com seu uso readequado para funcionar museus e atividades culturais da cidade. Na entrada pessoas receptivas nos conduziram a vários ambientes, demonstrando grande conhecimento de causa. A sala de Memória da Obra inspira qualquer arquiteto e engenheiro, apresentando todas as etapas em imagens que ficarão para a história do Palacete. Visitamos o Café do Pina (mudança radical), a Pinacoteca do Estado, o Museu da Imagem e do Som, o Museu Numismática Bernardo Ramos, o Museu de Arqueologia, o Museu Tiradentes, a Cela Memória, a Arena de Artes Newton Aguiar e outros ambientes não menos importantes e cheios de curiosidades.


Sem querer criar polêmica, cheguei a esquecer que estava em Manaus, que é bastante carente de espaços semelhantes e com prestação de serviços similares.


Recomendo o passeio e faço o convite para que todos reservem duas horas para uma visita na Praça Heliodoro Balbi e o seu “novo” Palacete Provincial. Vale a visita.

domingo, 14 de junho de 2009

COPA DO MUNDO: A ESCOLHA DO PAÍS-SEDE



A escolha da sede da Copa do Mundo é feita, em média, seis anos antes de o evento acontecer. Desde a década de 90, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) instituiu que seria feito um revezamento entre as seis confederações de futebol, para acabar com a alternância entre Américas e Europa, que vigorava desde os anos 50. Assim, há sempre um rodízio entre Confederação Asiática de Futebol (AFC), Confederação Africana de Futebol (CAF), Confederation of North, Central American and Caribbean Association Football (CONCACAF), Union of European Football Associations (UEFA), Oceania Football Confederation e Confederação Sulamericana de Futebol (CONMEBOL). Por isso, como a Copa de 2010 será na África do Sul e a de 2014 no Brasil, países da África e da América do Sul não poderão se candidatar como sedes para 2018.

Para que um país sedie uma Copa do Mundo, a FIFA exige que ele possua pelo menos 12 campos de futebol, com capacidade mínima para 40 mil pessoas. O estádio da final deve ter pelo menos 80 mil lugares (a regra passa a valer para 2018, até então, a exigência era de 60 mil assentos). Também é importante que exista capacidade de transmitir o evento para as TVs de todo o mundo, tecnologia para suportar o grande volume de troca de informações (por internet e telefone), infraestrutura de transportes e acomodação. Para ter certeza de que o país atende às exigências, fiscais da FIFA visitam os candidatos. Depois, há uma eleição entre os membros da comissão da federação. Se o país conseguir mais de 50% dos votos, é escolhido para receber a Copa.

O processo para a escolha do Brasil como sede começou em 2003, quando ficou decidido que algum membro da CONMEBOL sediaria o evento. Colômbia, Argentina e Brasil foram indicados. Mas, em 2006, a confederação decidiu que apresentaria o nosso país como único candidato. Sem ter concorrentes, só seria necessário atender às exigências da FIFA. Depois da visita dos fiscais, em 2007, foi anunciado que a Copa de 2014 acontecerá em terras brasileiras. Já em maio de 2009, foram anunciadas as 12 cidades que sediarão os jogos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá.


Em Manaus é grande a expectativa do evento. Espera-se que a cidade tenha em quatro anos um crescimento de melhorias de infraestrutura o equivalente ao que aconteceu nos últimos quarenta anos na cidade.

Fonte: UOL.

PROJETOS PARA MANAUS IV






A REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA DA SAUDADE



Para falar um pouco da origem da Praça da Saudade e seu projeto de revitalização já iniciado pela Prefeitura de Manaus, começo descrevendo abaixo alguns parágrafos de um texto desenvolvido pelo Dr. Robério Braga, atual Secretário de Estado da Cultura, na ocasião dos trabalhos desenvolvidos de elaboração de propostas e justificativas para a revitalização da Praça, em 2006.

“Trata-se de área do antigo bairro de São José, mandada abrir por volta do ano de 1865, em conseqüência do funcionamento do cemitério de São José ali implantado depois do período de crise do cólera, em que os sepultamentos se fizeram no antigo cemitério da Cruz, na atual rua de Leovegildo Coelho, nos fundos da igreja de Nossa Senhora dos Remédios e confronte a atual sede da Loja Maçôni ca Amazonas.

As obras de abertura da praça foram executadas por contrato do governo da província com o senhor José Moreira, em 1867. Uma nova obra de recuperação da área foi feita no governo municipal do Dr. José Francisco de Araújo Lima (1927-29), e novamente em 1932, quando era prefeito o tenente Emanuel de Morais.

No governo de professor Gilberto Mestrinho (1958-62) foi construído o edifício que se acha implantado na parte frontal a sede do Atlético Rio Negro Clube, servindo de sede para a Secretaria de Estado da Educação, com apenas dois andares e térreo inteiramente vazado e sustentado por colunas de concreto. No governo do professor Arthur Reis (1965-67), a área foi fechada em alvenaria, passando a funcionar o Departamento Estadual de Turismo (DEPRO), seguindo-se com uso pra várias outras repartições públicas como a Superintendência de Habitação do Amazonas com os nomes SHAM e SUHAB, e a Secretaria de Justiça e Cidadania, como ora se encontra (2005).

O monumento ao presidente João Baptista de Figueredo Tenreiro Aranha, primeiro presidente da província do Amazonas, que se acha instalado ao centro da praça, foi transferido da antiga área da praça Tamandaré, depois de Tenreiro Aranha, nas proximidades do porto flutuante de Manaus, para a atual Praça da Saudade, em 1932, conforme decisão do prefeito tenente Emanuel de Morais, com o objetivo de dar-lhe maior dignidade, em área considerada nobre, diverso do espaço acanhado em que se encontrava. O monumento foi inaugurado no lugar de origem em 1907, pelo governador Antônio Constantino Nery, composto em bronze e mármore, montado pelo artista italiano Silvio Centofani. Na sua localização original o monumento era cercado e protegido por colunatas de pedra com tubos, possivelmente canos de ferro, mas na Praça da Saudade, anos depois, os canos deram lugar a fortes correntes armadas nas mesmas estruturas de pedra iguais às pedras da base do monumento, desaparecendo com o tempo. ”

Com o passar dos anos a Praça da Saudade foi alvo de várias intervenções que modificaram o seu desenho original, descaracterizando-a de forma significativa. A proposta de revitalização da Praça desenvolvida em 2006 pela parceria Governo do Estado, através da SEC, e Prefeitura de Manaus, através do IMPLURB, com apoio do Ministério Público, tiveram como princípio o resgate histórico. Realizada a pesquisa icnográfica, adotou-se o desenho no qual te sem conhecimento como o mais antigo para se obter o retorno histórico. Apenas o monumento central não será demolido.

As obras de revitalização da Praça tiveram início em 2008 e ainda hoje se encontram em obras. Com a conclusão das obras se espera o resgate da memória da cidade, um retrato do que hoje já pode ser vivido na Praça São Sebastião e Praça Heliodoro Balbi.

sábado, 13 de junho de 2009

PRAÇA DA SAUDADE: A DEMOLIÇÃO DO PRÉDIO DA SEJUSC.










As fotos postadas acima representam três momentos. A primeira imagem destaca o prédio da antiga SEJUSC, já com tapume ao seu redor, pronto para iniciar o processo de sua demolição. Por vários anos, esse prédio foi alvo de muitas críticas, muito em função de ter sido construído em plena praça pública, a Praça da Saudade. Ele foi apenas mais um elemento de vários que foram construídos na praça durante vários anos de sucessivas reformas. A cada ano que passava a Praça da Saudade era descaracterizada e isso fez com que uma das primeiras praças de Manaus fosse perdendo sua identidade.

A segunda foto representa a demolição simbólica realizada pela prefeitura, em setembro de 2007, no qual destaca a imagem do Senador Jeferson Péres, uns dos maiores defensores da demolição do prédio. Através de uma ação de parceria entre Governo do Estado (SEC), Prefeitura de Manaus (IMPLURB) e Ministério Público, o “monstrengo” foi demolido, já como uma ação do projeto de revitalização da Praça da Saudade, que será mostrado posteriormente por este blog e que já se encontra em fase de construção.

A terceira foto representa a ausência do prédio, em janeiro de 2008, após a sua demolição, permitindo a visualização da Sede do Rio Negro Clube ao fundo, uma imagem panorâmica que muitos achavam que não iriam mais ver.

Enfim, foi uma ação positiva. A praça será resgatada em seu desenho original, permitindo um resgate histórico de um dos mais importantes espaços públicos de Manaus.



Fotos: Prefeitura de Manaus.

terça-feira, 9 de junho de 2009

ENCHENTE DE 1953 EM MANAUS





A enchente de 2009 em Manaus já estar entre as maiores da história da cidade. Até o dia 08 de junho, o rio Negro chegou à cota de 29.24, quarenta e cinco centímetros menor que a enchente de 1953, que chegou a marca de 29.69.


No ano de 1953, como pode ser verificado nas fotos acima, as águas chegaram até a Praça da Matriz, atingindo todo o entorno do edifício da Alfândega e do complexo portuário, e as proximidades do prédio dos Correios e do Relógio Municipal, ao longo da Av. Eduardo Ribeiro.


O rio Negro vem subindo um centímetro por dia e já se afirma que a cheia desse ano não atingirá a marca de 53, o que é um alívio para muitos moradores da cidade e de comunidades ribeirinhas.




PROJETOS PARA MANAUS III







Projeto Arquitetônico de Oscar Niemeyer, no Encontro das Águas, em Manaus.


O “Parque Encontro das Águas”, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é uma obra de 9.383,33 m² de área construída, a ser implantado em um terreno de 120.000,00m², estrategicamente em um dos pontos mais elevados de um talude de 54 metros de altura na orla urbana de Manaus, voltado ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões, na zona leste da cidade.


O objeto arquitetônico concebido pelo projetista de reconhecimento internacional constituirá um espaço referencial da cidade, um ícone urbano a ser potencializado pela paisagem natural própria deste contexto. Incrustado na topografia e integrado a intensidade verde da área, a edificação idealizada para configurar o “Parque Encontro das Águas” propiciará o vislumbre do fenômeno natural que nomeia a obra arquitetônica em questão, valorizando os elementos singulares e potenciais naturais desta localidade.


A estrutura edificada abrigará um restaurante com vista para os rios, um prédio de exposições e um estacionamento para 141 veículos. O conjunto arquitetônico será composto por um pavilhão em formato de oca, com 35 metros de diâmetro na base e altura de sete metros, elevado em relação ao piso da praça, proposta como espaço aberto à paisagem. A estrutura disporá também de um subsolo de igual área. No quadrante mais próximo à encosta, o pavimento do subsolo será aberto ao ambiente externo, protegido por uma marquise. O projeto apresenta a 20,8 metros acima do térreo do memorial, duas lâminas, com 20 centímetros de espessura cada uma, insertas no topo do prédio de exposições. Uma das lâminas em amarelo é reta, simboliza as águas barrentas do Solimões e a outra, em marrom, representando o rio Negro, é curva.


A partir deste espaço privilegiado, estrategicamente implantado, a população local e visitante, poderá além de observar o encontro dos rios e toda paisagem natural envolvente, usufruir as atividades de serviço, lazer e cultura, abrigadas pelo complexo. Ao caráter utilitário do espaço projetado, soma-se o aspecto referencial a ser constituído com a obra, valorizando um dos elementos naturais mais significativos da região: as águas.


Considerando-se a precariedade e informalidade das outras instalações existentes para realização desta prática já inserida nos roteiros turísticos da cidade, tem-se o equipamento projetado como um espaço distinto, situado em um dos últimos espaços remanescentes abertos à paisagem dos rios na orla urbana da cidade, desde o qual se vislumbra o encontro das águas. Atualmente visualizada por meio de embarcações, ou a partir de áreas privativas da orla, esta imagem, singularizada pela propriedade do contexto, será através do projeto, mais bem usufruída pelos visitantes e pela população local, sendo desta forma, universalizada e difundida como ícone da cidade de Manaus.


Com a definição da cidade de Manaus como uma das sub-sedes para os jogos da Copa 2014, a construção do Parque Encontro das águas seria um grande presente para a cidade e uma excelente atração turística.


domingo, 7 de junho de 2009

CARO ARQUITETO. MUITO OBRIGADO, MAS...





Após escolha da Fifa, Cuiabá muda arquiteto e projeto do Verdão.

Dois dias após Cuiabá ser anunciada como a sede do Pantanal para a Copa 2014 uma decisão dos coordenadores da candidatura da cidade surpreendeu arquitetos e membros do comitê gestor da Copa no Brasil. Sem explicações formais, o presidente do Comitê Pró-Copa do Mundo em Cuiabá e secretário de Turismo, Yuri Bastos, informou aos arquitetos do escritório Castro Mello, que eles não seriam mais os responsáveis pela arquitetura do estádio José Fragelli (Verdão). Eduardo e Vicente Castro Mello desenvolveram o projeto atual do Verdão, que foi um dos fatores para a classificação de Cuiabá como sede ca Copa de 2014.


No início de maio, membros do Sinaenco (Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia) estiveram em Cuiabá para encontro com o secretário Bastos. Na ocasião, o secretário disse que caso a Fifa escolhesse Cuiabá, o projeto seria modificado para baratear o custo da obra. Procurado pela redação do portal da Copa2014.org.br, o arquiteto Eduardo Castro Mello informou que sua equipe elaborou o projeto básico em apenas 15 dias, entre o Natal e o Ano Novo, para que pudessem atender ao cronograma da Fifa. Mello disse também que em nenhum momento foi procurado pelos responsáveis da candidatura de Cuiabá para fazer modificações no projeto. “Se fossemos procurados, certamente buscaríamos soluções para atender às necessidades do cliente” diz Castro Mello.


Na próxima semana, de 8 a 10 de junho, acontece, no Rio, reunião para tratar de estádios e de outros aspectos de cada projeto, como infraestrutura das cidades. No evento será possível avaliar a reação da FIFA com a repentina mudança no projeto escolhido pela cidade. Na última quarta-feira, 3 de junho, após a reunião do Time de Arquitetos da Copa, os participantes redigiram uma carta - manifesto em que já manifestavam suas preocupações sobre as possíveis desfigurações que os projetos poderiam sofrer nas etapas de execução.



FONTE: SINAENCO por Rodrigo Prada - São Paulo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

RÁDIO TRÂNSITO

Em Manaus é comum encontrar uma rádio divulgando dicas sobre o trânsito dos principais cruzamentos da cidade, principalmente nos horários da manhã, quando a população vai ao trabalho e à escola, e nos horários de final de tarde e início da noite, durante o retorno às residências.


É um serviço bastante útil, pois jornalistas através de “patrulhas” percorrem pontos estratégicos e complicados da capital amazonense, verificam a situação in loco e transmitem, ao vivo, para toda a população. Algumas indicam até o melhor caminho para seguir e desviar do congestionamento.


É um serviço que poderia ser melhorado e aperfeiçoado. Em São Paulo, capital, existe uma rádio local que além da tradicional música, fica transmitindo constantemente informações sobre o trânsito da cidade. Suas informações chegam através de dicas dadas pelos próprios ouvintes, e são transmitidas simultaneamente ao problema. Isso também é feito em Manaus, só que há um diferencial. As principais informações são provenientes das câmaras de vídeo de segurança da Secretaria Estadual, instaladas em quase todas as vias e cruzamentos da capital paulista. A rádio tem acesso às imagens geradas pelas câmaras, verifica a situação, estuda alternativas de mobilidade e transmite simultaneamente ao problema, à população e principalmente aos motoristas.


Manaus também possui câmaras de vídeos de segurança instaladas nas principais vias da cidade. Também possui rádios com grande interesse em prestar informações sobre o trânsito aos seus ouvintes. Então, por que não unir a disponibilidade das informações capturadas pelas câmaras com a disponibilidade e o interesse de divulgar essa informação pelas rádios?


Uma parceria entre o poder público estadual, municipal e rádios locais poderiam firmar um convênio, permitindo que as imagens sejam disponibilizadas com o intuito de interesse público, procurando melhorar a mobilidade na cidade e amenizar os congestionamentos freqüentes.